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Serviços Saúde Feminina

Procedimentos em Reprodução Humana Assistida

  • Infertilidade Conjugal

Comumente, um casal é considerado infértil quando tenta engravidar, sem sucesso, por mais de 12 meses. Nesse caso, seria adequado consultar-se com um médico especialista em infertilidade após 12 meses de tentativas frustradas de gravidez. Claro que esse não é um conceito geral e há casos específicos em que esse “tempo de espera” para procurar ajuda não deve ser respeitado.

Um dos principais fatores que levam um casal a procurar um especialista mais precocemente é a idade da mulher. Mulheres com mais de 37 anos não devem esperar 12 meses para procurar orientação médica especializada em tratamentos para engravidar.

A mesma situação ocorre em casais que sabidamente apresentam condições que predisponham a infertilidade como, por exemplo, endometriose, ciclos menstruais irregulares, síndrome dos ovários policísticos, gestação ectópica anterior (geralmente nas trompas), laqueadura tubária, ocorrência de dois ou mais abortos consecutivos, baixa produção de espermatozoides e vasectomia.

 

  • Coito programado

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A técnica de indução da ovulação consiste na utilização de medicações hormonais que atuam direta ou indiretamente nos ovários estimulando-os a produzir óvulos.

Nesse tipo de tratamento de infertilidade, utiliza-se uma pequena quantidade de medicações hormonais visando à produção de poucos óvulos, porém, efetivos.

O tratamento tem o objetivo de acompanhar o desenvolvimento ovular por meio do exame ultra-som e, quando observado que os óvulos tenham atingido sua maturidade, o casal será orientado sobre os melhores momentos para manter relações sexuais, a fim de aumentar a possibilidade de gestação.

A figura acima representa a visão ultrassonográfica de um folículo ovariano (estrutura que contém um óvulo).

O tratamento de indução da ovulação é indicado, principalmente, para casais cujas mulheres tenham trompas uterinas normais e apresentam anovulação crônica e cujos homens tenham sêmen normal. Além disso, pode ser indicado também para os casais com infertilidade sem causa aparente após completa pesquisa diagnóstica.

 

  • Inseminação Artificial

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A inseminação artificial, ou inseminação intra-uterina, é um tratamento de infertilidade extremamente simples.

O início do tratamento de inseminação artificial é muito parecido com o Coito Programado. Começa com a estimulação da ovulação, através de medicações hormonais que atuarão direta ou indiretamente nos ovários, estimulando-os a produzir óvulos. No tratamento de inseminação artificial a indução de ovulação também será relativamente leve, utilizando-se uma quantidade pequena de medicações hormonais visando à produção de poucos óvulos, porém, efetivos.

A formação e desenvolvimento dos óvulos serão acompanhados por meio do exame ultrassom e, quando atingida a maturidade ovular, realiza-se a inseminação do sêmen no útero da mulher. Este procedimento é indolor e consiste na colocação de um pequeno cateter dentro do útero da paciente, contendo o sêmen previamente preparado que, dessa forma, é injetado na cavidade uterina (conforme exemplificado na figura).

Uma das grandes características da inseminação artificial é a possibilidade de se preparar o sêmen antes de injetá-lo na cavidade uterina. A inseminação artificial é uma ótima opção de tratamento para aqueles casais cuja mulher tem as trompas normais e o homem tem uma alteração espermática mais leve (que poderá ser corrigida com o preparo do sêmen). Além disso, a inseminação artificial também poderá ser utilizada para tratamento de casais com infertilidade sem causa aparente após completa investigação diagnóstica.

 

  • FERTILIZAÇÃO IN VITRO

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A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução medicamente assistida que consiste na colocação, em ambiente laboratorial, (in vitro), de um número significativo de espermatozóides, 50 a 100 mil, ao redor de cada ovócito II, procurando obter pré-embriões de boa qualidade que serão transferidos, posteriormente, para a cavidade uterina.
A técnica de fertilização in vitro (FIV) iniciou uma nova era da medicina reprodutiva quando, em 1978, resultou no nascimento do primeiro “bebê de proveta”, Louise Brown, na Inglaterra. Desde então, o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado taxas de sucesso progressivamente maiores, garantindo o sucesso na realização do sonho de muitos casais.
Inicialmente restrita às mulheres com obstruções das trompas, hoje a FIV é utilizada como opção terapêutica para casais com fatores masculino, imunológico, ovariano e com endometriose, entre outras causas.

 

Procedimento

Para a execução desta técnica exige-se uma prévia estimulação ovárica (ovariana) através de medicamentos adequados (gonadotrofinas, como é ocaso de LH e FSH) e acompanhamento médico regular (exames de ultra-som transvaginal e dosagens hormonais seriados), de forma a controlar os efeitos dessa estimulação e definir o melhor dia para a coleta dos ovócitos. Cerca de 34 – 36 horas antes dessa coleta (ou captação) é administrada uma injeção de gonadotrofina coriónica (um tipo de hormônio produzido pela placenta) que provoca a maturação oocitária, vindo a permitir a sua captação por aspiração através de uma agulha especial. Essa captação é realizada com a ajuda do ultra-som transvaginal, que auxilia o médico a guiar a agulha em direção aos folículos ovarianos (pequenas bolhas de líquido situadas dentro de cada ovário e que contêm os ovócitos) durante o procedimento. Os ovócitos assim obtidos são encaminhados ao laboratório de embriologia, anexo à sala de coleta, onde serão classificados e ambientados em um meio de cultura especial, sob condições de temperatura e pressão constantes (estufas especiais). Depois de 2 a 4 horas de ambientação numa estufa especial, os oócitos estarão prontos para a fertilização.
Quanto aos espermatozóides, estes são obtidos após uma coleta de por masturbação assistida, sendo normalmente sujeitos a um tratamento prévio, em meio de cultura especial, para que sejam escolhidos os melhores em termos de motilidade e forma. Destes são seleccionados cerca de 50 a 100 mil, com mobilidade progressiva rápida, para serem colocados ao redor de cada oócito. Quando há problemas graves com a quantidade ou qualidade dos espermatozóides, e o número é insuficiente para a fertilização in vitro convencial, considera-se a alternativa da realização de uma microinjecção intracitoplasmática de espermatozóides.
Após cerca de 16-18 horas os ovócitos são observados para identificar o estado de fecundação e eventual progressão até pré-embriões de alguns deles. Já sabemos que após a fecundação (fertilização) forma-se o zigoto. A partir desse momento inicia-se a divisão celular para a formação do que denominamos pré-embrião. Assim, 24 horas (1 dia) depois da fertilização teremos pré-embriões com 2 células, após 48 horas (2 dias) teremos 4 células, após 72 horas (3 dias) teremos 8 células e assim por diante, numa divisão celular (clivagem) em progressão geométrica. A transferência desses pré-embriões para a cavidade uterina é então efetuada através de um fino tubo de plástico especial (catéter), após 2 a 5 dias da coleta dos oócitos. Normalmente transferimos 2 a 3 pré-embriões para a cavidade uterina. Entretanto, esse fato depende da idade da mulher e da qualidade dos pré-embriões. Assim, cerca de 10 a 12 dias após a transferência, fazemos o exame de sangue (dosagem de beta-hCG) na mulher, para identificarmos se a gravidez está presente.
Com a chegada da revolucionaria fertilização in vitro dos anos 80, a inseminação artificial foi abandonada e considerada ultrapassada, sendo retomada apenas recentemente.

  • ICSI

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Introduzida em 1992, a microinjecção intracitoplasmática de espermatozóides também conhecida por ICSI (sigla inglesa para intracytoplasmic sperm injection), é uma técnica de reprodução medicamente assistida que consiste na injecção de um único espermatozóide no citoplasma do ovócito II, evitando assim as dificuldades do processo natural em que espermatozóide tem que passar a “barreira” do ovócito para nele penetrar.
É uma técnica que se associa à fertilização in vitro (FIV) normalmente quando se detectam factores masculinos que não permitem a fertilização apenas pela junção dos espermatozóides aos ovócitos no meio de cultura apropriado.

 

Método

 

1: Colocação do espermatozóide na micropipeta pela cauda.
Quando não se obtêm espermatozóides de qualidade através de ejaculado, procede-se a métodos alternativos de recolha dos mesmos por diferentes processos:
Directamente do epidídimo por um processo chamado percutaneous epididymal sperm aspiration (PESA), aspiração percutânea de espermatozóides do epidídimo;
Dos testículos pelo método TESA, acrónimo de testicular sperm extraction, aspiração percutânea de espematozóides do testículo;
ou, em casos mais severos por

2: Início da injecção do espermatozóide no óvulo (assinalado pelo círculo branco o espermatozóide dentro da micropipeta.)
Extracção de amostras do testículo através da TESE (extração de tecido testicular por biopsia).
Após a recolha do espermatozóide seleccionado, a injecção é efectuada por micromanipuladores acoplados ao microscópio e microagulhas em que uma delas vai segurar o óvulo e outra vai imobilizar e injectar o espermatozóide.
Indicações

É uma técnica utilizada para ultrapassar vários problemas de infertilidade masculina, entre os quais oligozoospermia, problemas de morfologia ou motilidade dos espermatozóides, vasos deferentes danificados ou vasectomia não reversível, presença de anticorpos antiespermatozóides, dificuldades masculinas na erecção ou ejaculação (por problemas de espinal medula, por exemplo).
Pode ser também indicada em casos de recolha de um número reduzido de ovócitos ou dificuldade em serem fecundados detectada em ciclos anteriores de fertilização in-vitro.
É também a técnica de eleição para a obtenção de embriões para serem sujeitos a diagnóstico genético pré-implantação (DGPI).

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